Computador, caderno e as mudanças do marketing digital

O que estou fazendo para acompanhar as mudanças do Marketing Digital

Eu trabalho profissionalmente no mercado digital desde 2010, quando fui chamado para fazer as redes sociais de um candidato a governador do Rio Grande do Norte.

Naquela época, o desafio era conseguir uma boa exposição no Twitter (rede social do momento) e ser uma espécie de community manager das comunidades do Orkut, criadas para organizar a militância política.

Se eu fosse acometido por um sono profundo no final de 2010 e acordasse 7 anos depois, eu estaria em um cenário completamente diferente.

Não foi só o final do Orkut e a emergência do Facebook como a grande rede social. Muita coisa mudou. A quantidade de informação na internet cresceu de forma exponencial e a disputa de atenção por ela também.

O consumo migrou do destkop para o mobile e hoje é impossível pensar em um site sem pensar “mobile first”.

Isso sem falar sobre as inúmeras estratégias digitais que aparecem quando se fala em promover uma marca ou um candidato no ambiente digital.

É tanta coisa nova, tanto método diferentão que faz parecer que 2010 foi há 40 anos, não há 7. E o processo não parou, agora com novidades tipo marketing para aplicativos de mensagem, chatbots, inteligência artificial e experiência 360 (e 3D).

Como a Internet é um eterno working in progress e todo esse ambiente ainda detém a liquidez do sociólogo pop Zygmunt Bauman, é preciso não só estar atento, como acompanhar essas mudanças de perto.

Estar atualizado em relação as melhores práticas e saber o que realmente funciona faz a diferença quando se trabalha em digital.  Caso contrário, suas campanhas não terão o resultado.

É como falamos aqui em Natal: camarão que dorme a onda leva.

Buscando a melhor forma de se manter atualizado

A cidade onde eu moro é paradisíaca. Tem praias lindas, um ar maravilhoso, comidas de tirar o fôlego, mas um mercado ainda incipiente.

A economia de Natal é formada basicamente por quatro áreas: setor público, serviço, turismo e agricultura. O mercado de startups e e-commerces ainda é pequeno. Falar em inovação e tecnologia então…

Como o marketing digital é importante para empresas de praticamente todos os segmentos, a procura por profissionais especializados na área se multiplicou.

Apesar disso, a oferta de mão de obra realmente especializada (não o seu sobrinho que vai publicar artes bonitinhas no Facebook) ainda é pequena. Os salários também são baixos.

O problema é que por estar afastada dos grandes centros de tecnologia e inovação do país, a oferta de cursos técnicos realmente bons na área é quase nula.

Nada muito diferente do que a maior parte das capitais do Brasil, excetuando o eixo RJ-SP e cidades que vem emergindo como polos tecnológicos como Belo Horizonte, Florianópolis e Recife.

Nesse sentido, eu pensava, como me atualizar em relação às melhores práticas de marketing digital do momento? O que estudar para realmente fazer a diferença?

Tirei algumas certificações online, entrei em processo de tirar outras, mas parecia que cada curso online que eu fazia me mostrava um pequeno pedaço e não o todo do processo.

Acompanhar alguns blogs também me ajudou (Neil Patel e Hubspot, meu coraçãozinho especial para vocês), mas era necessário algo mais abrangente.

A resposta à pergunta que eu me fazia veio quando eu olhava o Facebook.

Uma publicidade do Nanodegree da Udacity em Marketing Digital me chamou a atenção.

Eu já tinha lido sobre a escola, sediada no Vale do Silício, e conhecida por fazer parcerias com gigantes do mercado de tecnologia para formar profissionais em cima das demandas do mercado.

Ao ler a ementa, porém, vi que o curso era indicado para iniciantes (embora não excluísse quem já trabalha na área).

Depois de refletir um pouco sobre o tema, decidi fazer o investimento porque ele supria as seguintes demandas imediatas minhas:

  • A necessidade de constante reciclagem para quem está no mercado há 7 anos;
  • Um curso com uma visão mais abrangente sobre as práticas do marketing digital, com exemplos do que funciona e do que não funciona;
  • E a vontade de entender quais são as melhores práticas de mercado recomendado por gente de empresas como Hubspot, Moz, Facebook e Google;

Completei um terço do curso em aproximadamente 20 dias. Ele tem nove módulos e um prazo de até 3 meses para concluí-lo.

Passei pela maior parte do conteúdo mais voltado para iniciantes e gostei do que vi: me atualizou em relação a práticas que eu não conhecia, reforçou outras que eu já adotava em meu trabalho e me fez ter vontade de testar novidades.

Como vai ser daqui para frente, eu não sei. Mas estou empolgado e as perspectivas são ótimas. Ao final do curso pretendo escrever sobre ele aqui.

E você, já fez algum curso? Qual recomenda (ou não)? Deixa sua opinião nos comentários, ela é valiosa para mim 🙂

 

 

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